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17 de fevereiro de 2013

Adoptar um Labrador

Muitos de vocês enviam mensagens a perguntar onde e como arranjar um labrador, uma das formas é através de um processo de adopção. Por isso, hoje divulgo aqui uma página onde são reunidos muitos apelos de adopção de labradores.

Labrador Retriever Rescue Portugal , onde podem encontrar cães adultos, cachorros e idosos à espera de um dono. Muito embora a adopção possa não ser opção para todos, acredito que será o melhor para muitos de vocês que o que procuram realmente é um cão de companhia.


A todos os que estão a pensar em juntar um cão à vossa família, peço que antes de comprar equacionem a opção de adoptar, meçam os prós e os contras, para que tomem uma decisão consciente e informada.

O Sebastião está para adoção (06/12/2017)

No fim do dia, o que todos os cães procuram é uma família que os acarinhe! Por isso, seja qual for a forma que escolham para adquir o vosso patudo, o mais importante é que tenham a certeza que estão mesmo preparados para dar esse passo, com todas as mudanças que ter um cão vai trazer à vossa vida.

11 de outubro de 2011

Displasia da anca

A displasia coxo-femoral, mais conhecida como displasia da anca, é uma doença típica das raças de médio e grande porte.

É uma deficiência hereditária que inibe o desenvolvimento da articulação coxo-femoral. A evolução da doença pode causar enfraquecimento ou mesmo paralisia das pernas traseiras. Alguns sintomas podem ser detectados:
  • O acto de levantar, subir escadas, ... é doloroso para o cão
  • O cão mostra pouca resistência ao esforço, cansando-se com facilidade
  • O animal mostra dificuldade em saltar
Só uma radiografia pode dar um diagnóstico exacto (pode ser a realizada a partir do primeiro ano de vida). As dores e inflamações podem ser tratadas por meios medicamentosos mas caso os sintomas se tornem mais graves poderá recorrer-se à implantação de uma articulação artificial (normalmente obtêm-se bons resultados com este procedimento).

Como medida preventiva deve evitar dar-se ração muito rica em fase de crescimento, deixar o cão saltar para cima de sofás, camas, correr em solos muito moles (como a areia), entre outros esforços que possam ser evitados.

Cão sem sinais de displasia coxo-femoral

Cão com displasia






in O Boxer, Joahnna Thiel (adaptado)




Outro artigo interessante sobre o mesmo tema: http://www.retrieverdolabrador.com/displasia_da_anca.html (Atenção: Não tenho qualquer ligação ao autor do artigo!)

5 de março de 2009

Alimentação Correcta

Quando chega à nova casa...

Nos primeiros dias na nova casa o chachorrinho tem de lidar com tanta coisa, habituar-se às pessoas estranhas, à perda da mãe e dos irmãos, ao novo ritmo, que, pelo menos a comida seja habitual... um bom criador entregar-lhe-á, certamente, um plano de alimentação (mais tarde aperfeiçoado pelo veterinário) e talvez alguma ração para os primeiros dias, dando-lhe todas as referências necessárias para encontrar essa mesma ração no mercado. Pouco a pouco, poderá ir substituindo a comida por outra da sua preferência ou remendada pelo vetrinário.

Quantidade de comida e horário de refeições

Durante o primeiro ano de vida, o cão deve ser alimentado vária vezes ao dia, mais tarde, apenas uma ou duas vezes. Receberá então de manhã e à noite a sua ração.
As calorias que este deve consumir depende da sua idade e da quantidade e qualidade do exercício que este faz. Por isso, não estabeleça normas absolutas para o consumo de calorias por cada quilo de peso. O melhor mesmo é ir controlando o seu peso em intervalos regulares.~

*Não se esqueça que, por norma, deve alimentar o seu cão depois de um passeio para evitar que ocorra a rotação de estômago, comum em cães grandes. O seu cão deve ainda, engordar lenta e continuamente até ao fim do primeiro ano de vida, até à puberdade ou um peso final de cerca de 30 quilos.

Comilões!

Praticamente todos os labradores têm um defeito comum: ser comilões. Por isso, adquirem fácilmente excesso de peso e ficam gordos. Está ainda assim, ciêntificamente provado que uma alimentação muito substancial e abundante na juventude favorece o aparecimento da temível displasia da anca! Como o esqueleto de um cão grande como o labrador se desenvolve mais lentamente que o resto do corpo, os ossos ficam sobrecarregados devido ao excdesso de peso durante o crescimento e o labrador fica mais vulnerável a doenças e deformações.


Baseado em: O Labrador Retriever de Uschi Birr

11 de setembro de 2008

A Genética das Cores

Olá a todos como já tinha ficado prometido num dos ultimos posts aqui fica uma artigo sobre a genética das cores nos labradores, http://www.retrieverdolabrador.com/genetica_das_cores.html , não é da minha autoria mas sim de um dos criadores portugueses de labradores (atenção não pretendo fazer publicidade nem tenho qualquer ligação ao mesmo!). Cliquem por cima da imagem de cada cruzamento para verem o resultado do mesmo.

14 de abril de 2008

Eu Adoro o Meu Labrador!

Uma vez que todos os donos de Labradores os adoram (embora existam excepções!) decidi criar um avatar para estes poderem demonstrar o que sentem.

Um avatar exclusivo Labradores.com, embora todos o possam copiar! Vamos lá mostrar a toda a gente como adora-mos os nossos Labradores e só queremos difundir e melhorar esta raça, um pouco por todo o mundo!




Espero que gostem!

1 de abril de 2008

Os problemas da Popularidade

Nem sempre o labrador foi tão famoso como hoje, em tempos o labrador era apenas um cão que ajudava os pescadores na península de Terra Nova, depois foi levado para Inglaterra, onde a raça foi aperfeiçoada, e só mais tarde se tornou tão famoso como o conhcemos hoje!


Mas esta popularidade repentina que o labrador ganhou devido a um anúncio da famosa marca de papel higiénico, Scottex que fez com que desde aí sua popularidade tenha vindo sempre a aumentar, não foi em tudo positiva. Com ela vieram também os criadores de vão de escada/ varanda ou simplesmente «criadeiros», é este o nome dado aqueles se limitam a juntar uma cadela e um cão, sem qualquer tipo de pré-selecção aos projenitores, teste de desvio da displasia da anca, cotovelo e de taras oculares, em algumas vezes juntando um labrador amarelo com um chocolote (isto pode dar resultado a problemas genéticos que aprofundarei mais noutro post), etc.

As ninhadas resultantes desta criação desenfreada, apenas para ganhar mais alguns tostões ao fim do mês ou porque os cachorrinhos são tão queridos e o vizinho do lado até tem um cão desta raça, são muito prejudiciais à mesma, podendo os cachorros nascer com grandes desvios comportamentais, desvios a nível de aparência em relação ao estalão da raça, doenças que se transmitem genéticamente como a displasia da anca (caso não seja feito um teste ao cão ou à cadela é impossivél, a não ser que os sintomas sejam muito graves, saber se o animal sofre ou não da doença e se sim, consoante o grau, deve tomar a medicação e de maneira nenhuma ser usado para criação), entre outros problemas...

Existe ainda quem venda rafeiros como labradores, por estes em pequenos se aparentarem com os mesmos, a preços mais baixos para ganhar algum dinheiro e só quando estes crescem os donos se apercebem que afinal não compraram um labrador, mas sim um «puro rafeiro». Alguns destes donos demasiado crueis para aceitarem o cão tal como ele é, chegam mesmo a abandona-los em qualquer lado!

Este assunto já não é nada raro, e hoje é mesmo muito comum verem-se por aí os chamados «lavradores», os tais rafeiros de que falei acima e também os tais com desvios comportamentais e não só...

Por isso esteja muito atento na compra do seu labrador! Não se deixe enganar!

Este post tem o intuito de alertar as pessoas para não fecharem os olhos aos problemas da popularidade do labrador, porque nem todos os labradores são um mar de rosas e correspondem a todas as qualidades que lhe são atribuidas e muito bem, mas estes labradores dos nossos sonhos proveem do trabalho árduo de criadores sérios! Os labradores podem mesmo ter personalidades bem vincadas e que não se indentificam com tudo o que é dito! Cada cão é um cão!

2 de janeiro de 2008

Cuidados a ter antes da chegada do cachorro

Antes da chegada do nosso cachorrinho devemos preparar a casa para a "grande mudança", por isso aqui ficam algumas dicas:
Não nos podemos esquecer:
• Da sua tranquilidade: deve ter um ambiente seguro e tranquilo, sem elementos perigosos como os cabos eléctricos, carregadores e maquinaria semelhante.
• Do seu cantinho: o cesto, almofada ou alcofa deve estar estrategicamente situado, para permitir que se refugie e se sinta seguro.
• Da sua higiene: deve ter um recipiente com água limpa sempre à sua disposição, junto ao comedouro. E escovagem e asseio quotidiano.
• Da sua sociabilização: é conveniente que diferentes pessoas o segurem nos braços com delicadeza, que o acariciem, que se vá acostumando aos ruídos de determinados aparelhos domésticos, como aspiradores, máquinas de lavar, etc. Não esquecendo também a sua socialização com o mundo exterior! Mesmo durante o chamado tempo de "quarentena" (até o cachorro ter levado todas as vacinas necessárias) o pequeno labrador deve ser sociabilizado com todo o tipo de espaços exterioes, mais ruidosos, menos ruidosos, com mais pessoas, menos pessoas, com crianças, sem crianças, com idosos, sem idosos, etc. Isto vai evitar problemas futuros. Não se esqueça é nesta idade que ele deve ser habituado a todo o tipo de espaços, ambientes e pessoas!


Deve também prevenir acidentes inesperados, para isso:

- Guarde em lugar seguro os sapatos e os objectos que o cachorro possa morder.
- Tire do seu alcance os produtos venenosos, como insecticidas, fertelizantes, detergentes, etc.
- Evite que ele tenha ao seu alcance objectos cortantes ou outros perigosos como pregos, alfinetes, etc.
- Desligue da corrente os cabos eléctricos que ele possa morder (inclusive, se for possivel, esconda-os).
Não se esqueça que o seu cachorro é ccomo uma criança pequena!

1 de janeiro de 2008

Labrador o único!

A primeira vista o Labrador parece insignificante, mas tornou-se mundialmente popular, as suas características únicas... Consegue manter a sua serenidade mesmo no maior dos caos, tem uma capacidade de adptação única e é muito dedicado à família.
Desde do principio do século XX que os europeus reconhecem as qualidades deste cão allround! Recrutou na Primeira Guerra Mundial junto da aristocracia e dos caçadores, entregavam informações, transportavam medicamentos e procuravam subterrados. Devido ao seu temperamento equelibrado e a sua resistência começaram a ser usados como cães guia para cegos. Mas, sempre disposto a aprender revelou-se também, para descobrir os afogados debaixo de água e arrasta para terra as pessoas em perigo de naufrágio que entram em pânico, após avalanches, terramotos ou outras catástrofes naturais, procuram os soterrados. Persistente e companheiro é preferido na polícia e nos serviços de alfândega. Para além de tudo isto continua a efectuar a sua tarefa de ajudante de caça, na procura de aves aquáticas.
A única coisa para a qual não é adequado é para cão de guarda, apesar de vigiar com grande atenção, diificilmente pode vir a ser um cão «mordedor», devido ao seu alto limiare de excitação e à sua falta de agressividade.

Estalão da Raça

Um Labrador "Ideal" deve ter o seguinte aspecto:


  • deve ter uma altura ao garrote de 54-57cm, é um cão de tamanho grande;

  • um crânio largo, que se adelgaça ligeiramente na direcção do focinho;

  • olhos de tamanho médio, castanhos, cor de avelã ou pretos são os preferidos, embora, também existam Labradores de olhos azuis ou verdes devido á posterior popularização da raça;

  • as maxilas e os 42 dentes, são fortes e talhados de modo perfeito em forma de tesoura;
  • as orelhas estão implantadas no alto e para trás;
  • o pescoço forte não deve ter «papadas», mas ter a pele lisa e tensa, repusando sobre duas espádulas longas e inclinadas;

  • a linha dorsal é direita e não descai para a cauda (exemplo do Pastor Alemão);

  • a cauda é muito grossa na base, vai adelgaçando em direcção à ponta e está coberta com pêlo curto e denso;

  • a sua estrutura aponta para um cão trabalhador, resistente, que avança com passos que não são muito rápidos, mas de grande alcance;

  • o pêlo é curto, denso e liso, tem uma subpelagem resistente a todas as temperaturas, coberto com pelagem forte, sem pêlos compridos e sedosos, isto, faz dele um cão que, não precisa de escova nem de banho! (embora seja aconselhada uma escovagem semanal)

30 de agosto de 2007

As ordens mais importantes


Antes do sexto mês o cachorro não precisa de ser perfeito e já saber executar todas as ordens, pois este ainda não se consegue concentrar por muito tempo.
Mas isto não o impede, nem deve impedir de lhe ir ensinando algumas ordens, embora com pequenos intervalos e de uma maneira mais ligeira.




Aqui


Para ele perceber melhor, chame-o pelo nome quando este andar a correr e a fazer barulho e diga "aqui", ao mesmo tempo que se afasta dele.
Ele olhará para si e aproximar-se-á a correr, pois vê que você segue noutra direcção.

Pode dizer também "aqui" depois de este ter andado a brincar com outros cães e vier ter consigo de livre vontade, então o cachorro vai associar a ordem ao acto de vir para junto de si.


Nunca diga "aqui" com um tom severo e alto, mas sim com um tom animador, estimulante e prometedor. O cão não deverá receber a ordem como uma coisa desagradável, mas como um convite estimulante para se juntar à "matilha".

Senta

"Senta" é uma ordem que o cão jovem pode aprender. Quando este se sentar de livre, dê-lhe então a ordem , para este a associar com o sentar.

Outra maneira é quando ele estiver à sua frente, chame-o pelo nome, ponha-se de cócoras e empurre ligeiramente as costas dele para baixo, ao mesmo tempo que diz "senta". Quando ele se sentar mostre-lhe que ficou muito satisfeito, elogiando-o e dando-lhe festas na cabeça. Se ele se deitar em vez de se sentar não corrija nada enquanto ele for pequenino, pois a diferença entre senta e deita terá de aprender mais tarde, por enquanto é suficiente.

Deita

O "deita" ensina-se de maneira indêntica ao "senta". Todas aas vezes que ele se deitar por si próprio, diga "deita" e elogio.




No cão jovem as ordens "senta" e "deita" nunca deve ser obtidas por meio de violência, ele irá entender isso como um castigo e durante toda a vida irá executalas de má vontade.

Não

O labrador deve estar desde de cedo familiarizado com a palavra "não" e você deve usá-la sempre que ele não deva fazer uma coisa. Se não se impuzer a tempo, pode ser que mais tarde já não se atreva a tirar a "presa" ao seu cão de sete meses. Quanto mais novo ele for, mais facilmente consegue que lhe tirem coisas da boca ao mesmo tempo que diz "não" com um tom que impressione.



Ficar sozinho

A melhor altura para ensinar um Labrador a ficar sozinho é depois de um enorme passeio, nesta altura ele está cansado.



Quando este estiver deitado na sua caminha, afaste-se sem que ele se aperceba. Se o cachorrinho acordar e quiser segui-la/o, volte a pô-lo na cama e afaste-se. Esta brincadeira repetir-se-á várias vezes, com certeza, mais algumas vezes, mas você tem de sair vencedor. Depois, afaste-se por cinco minutos (e com avançar das coisas vá aumentando progressivamente o tempo). Quando voltar se este ainda estiver deitado, faça-lhe muitos elogios. Se por medo ou protesto, este fez chichi, estragou alguma coisa, uivou ou ganiu ignore, ponha-o imediatamente na cama dele e afaste-se novamente. O Labrador que é um cão inteligente, irá entender rápidamente que se durante a sua ausência permenecer quieto e não fizer estragos, quando você chegar haverá uma fantástica cena de acolhimento e um jogo ilariante, tudo o resto, pelo contrário conduz ao afastamento.

Nunca deixe o cachorro sozinho por mais de 4 horas seguidas - mesmo no jardim. Como cão de matilha que é , sentir-se-á sozinho e atrofiar-se-á psicológicamente.

18 de julho de 2007

Como escolher um bom criador?


É aconselhável visitar vários criadores, antes de se decidir por um. Para isso, pode informar-se numa loja de animais, no clube português de canicultura ou mesmo na Internet.

 
 
Um bom criador terá paciência para responder a todas as suas perguntas e esclarecer todas as suas dúvidas e não lhe levará a mal se não se conseguir decidir á primeira, mas só após várias visitas.

Peça ao criador para lhe mostrar a árvore genealógica da mãe e do pai dos cachorrinhos, convém ainda saber o resultado do teste da displasia da anca.


Os critérios seguintes iram ajudá-lo a saber se trata simplesmente de um "negociante de cães" ou um criador responsável:
 
  • O recinto onde está a ninhada, está limpo e cheira bem?

  • O criador deixa-o ver a mãe e o pai da ninhada sem constrangimentos?
  • A mãe dos cachorrinhos parece saudável e contente?

  • Quando entra no recinto, os cachorros mostram curiosidade sem sinais de timidez ou de agressividade?
  • A mãe e os cachorrinhos cumprimentam o criador?
  • O criador sabe dar informações sobre a mãe e as particularidades de temperamento e comportamento de cada cachorro?

  • O criador consegue pôr os cachorros ao colo sem que a mãe o ameace?
Quantas mais respostas "sim" puder dar maior, a certeza terá de estar perante um criador que tem um contacto estreito com a mãe e os cachorrinhos.

Quando se se decidir por um cão deve ir regularmente visitar a ninhada.

Quando for buscar o cachorrinho, nunca se esqueça de pedir a árvore genealógica do seu cachorro, bem como o certificado de vacinas, pois um animal nunca deve ser entregue sem antes ter feito uma imunização básica.



27 de junho de 2007

A Escolha de um Cachorro

A partir do momento em que um cachorro entra na sua casa, seja comprado, adoptado ou oferecido, deve ter bem presente que ele não é um brinquedo, mas sim um ser vivo, que pode sofrer e que necessita de afecto. Deve assumir a responsabilidade da sua criação e o cuidado que a mesma implica. E deve zelar pela manutenção da sua saúde, assim como tem o dever de oferecer-lhe uma vida digna. Em recompensa ele dar-lhe-á muito amor, fidelidade, protecção e companhia.


Já decidida a raça que pretende, poderá adquirir o cão localmente. Os criadores podem ser indicados pelas lojas de cães ou pelos clubes nacionais de canicultura. O custo dos cachorros dependerá do pedigree e da raridade da raça. Pelas nove semanas (2 meses e uma semana) os cachorros já estão desmamados e prontos para ir para a sua nova casa.


A aquisição de um cachorro, especialmente se muito caro, deve ser feita com base num parecer veterinário relativamente ao seu estado de saúde (podendo pedir auxilio ao criador, que se experiente saberá concerteza que tipo de cachorros são mais saudáveis e resistentes, e o ajudará a encontrar o mais indicado para si). Contudo, nem toda a gente quer ou pode pagar um cão com pedigree e em termos de companhia os "rafeiros" são animais deliciosos. A questão é avaliar correctamente o tamanho do adulto rafeiro, para isso deve ser consultado um veterinário.



Se necessário clique na imagem duas vezes para aumentar


Não faça a escolha por impulso emocional!

No momento de escolher o cachorro não se deixe levar por impulsos emocionais, pois aquele que escolher viverá consigo durante vários anos.Muitos donos inclinam-se mais por aquele que chora, pois desperta-lhes pena, mas geralmente cometem um erro. Opte sempre pelo mais saudável, amigável e de caracter aberto.Também não se deixe tentar pelo maior nem pelo mais pequeno da ninhada: o primeiro pode ser um cão basto, de aspecto tosco, ou passar os limites máximos estabelecidos pelo estalão, e o outro ser um animal débil, doente.


21 de junho de 2007

A Origem do Labrador


  O primeiro cão designado "Labrador" surgiu em 1839 e pertencia ao criador Duque de Buccleuch, que contribuiu muito para o aspecto actual do Labrador, através de um apuramento intensivo da raça. Apesar disso, em meados do século passado, os Labradores estavam ainda longe de serem uma raça autónoma por serem todos muito diferentes uns dos outros. Havia, porém, uma coisa em comum, todos provinham de Terra Nova, ilha ao norte do golfo de S. Lourenço.




  Quando a ilha foi ocupada pelos ingleses, no final do século XVI, já existiam cães que acompanhavam os pescadores nos barcos, apanhavam peixes no mar e puxavam as redes para terra. Eram utilizados dois tipos de cães: os primeiros eram cães pesados, grandes e de pêlo comprido, que arrastavam os barcos e as redes e que em terra puxavam  as carroças;  e os segundos eram mais pequenos e hábeis, de pêlo curto, muito denso e impermeável, utilizados, quase exclusivamente, para trabalhos dentro de água. 

As duas espécies eram essencialmente de cor preta e devido à densidade da sua pelagem, não apresentavam sensibilidade às águas geladas de Terra Nova.



 Mais tarde estes cães foram levados para Inglaterra, onde rapidamente se tornaram populares - os grandes, pesados e de pêlo comprido, foram chamados Newfoundland dogs, ou seja, cães de Terra Nova; os mais pequenos e de pêlo curto, foram denominados cães  de St. John  e são estes, sem dúvida, o antepassado do Labrador actual.


  Rápidamente foi descoberto o grande potencial do Labrador para a caça, através do seu olfacto infalível era guiado pelos pântanos e moitas em direcção aos poisos de galeirões e patos, rastejava até aos locais onde caíam os animais abatidos e levava-os até ao seu dono sem os agarrar com demasiada força, entregando-os ao seu dono de livre vontade, contrariando a atitude  dos retrievers já existentes.


  Em 1916 o Labrador foi reconhecido como raça autónoma mas foi só mais tarde que começaram a ser conhecidos os Labradores amarelos e castanhos. Embora tenham existido desde sempre nas ninhadas, o desejo dos criadores era de que o «Labrador original» fosse preto e, por essa razão, não foi desenvolvida a criação das outras cores. 


  Quando os Labradores começaram a ser exibidos nos chamados trials, concursos de cães de caça, os poucos Labradores amarelos que apareceram foram tão bem recebidos que depressa se tornaram mais populares que os pretos. Nos anos 30 foram dados a conhecer os primeiros Labradores chocolates. 


  Os Labradores pretos e chocolates foram os preferidos pelos caçadores por se confundirem com ambiente que os rodeia e os Labrdores amarelos ganharam fama como cães de família.


  No século XX  o Labrador revelou-se cada vez mais, um fantástico cão de família, simpático, enérgico, tranquilo, adaptável, brincalhão... e tornou-se mesmo num fenómeno de popularidade global!